sábado, 7 de novembro de 2009

Desperdiçando amor.


Ainda dividiremos aquela cerveja,
ao som de uma banda qualquer
em um bar qualquer.
Não faz diferença se for aqui ou aí,
o gosto vai ser o mesmo.
E tentando recuperar o tempo perdido
andaremos sem rumo
E desperdiçando amor
comemoraremos com tudo que sobrou
daquela cerveja que dividimos.
E logo quando a noite cai
e o bar fecha, vamos para outro lugar qualquer
E aí,
o gosto da cerveja já não importa mais.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Te perder (?)


E eu desejo te perder.
Do mesmo modo com que eu receio que isso aconteça.
Mergulho em sentimentos equivocados.
Enganaada pela razão, que insiste em me deixar
embriagada e confusa.
Já não sei mais o que pensar.
Já não sei o que sentir.
E já não quero saber em quas consequências
esses pensamentos me levarão.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Ronronadas.


E eu lembro de todas as vezes em que você, com aquele jeitinho encabulado que só você tem, deitou em meu pescoço como um bebê indefeso.
E eu lembro de todas as vezes em que bateu na janela quando queria entrar em casa, ou subiu na cortina quando queria sair, e isso me deixava irritada.
E eu também lembro das vezes em que você esquentou meus pés a noite, e como você é sempre quentinho, mesmo que lá fora faça um frio tremendo.
E quando você entra em casa, molhado da chuva, e corre desesperado para a cozinha, pois você só pensa em comida.
Eu lembro das vezes em que você me mordeu, porque odeia cócegas na barriga, e eu adoro fazer isso em você.
Jamais esqueço de cada minuto que você esteve comigo, me consolou quando eu chorei, e o modo com que consegue me confortar mesmo sem saber dizer uma palavra.
Lembro do jeito com que me olha quando quer carinho, ou quando quer comida, cada olhar seu é unico.
E eu sempre lembro com carinho de todas as lambidas, de todos os arranhões e das ronronadas.
Lembro do seu ronco a noite, as noites que dormiu profundamente e até sonhava, das vezes em que caiu tombos engraçados.
Guardo eternamente o seu cheirinho gostoso, de terra e orvalho, que só você tem. E do modo como se enrola para esquentar o nariz.
E pode ter certeza, meu "filho", amigo e companheiro de todas as horas, que quem fez isso com você não ficará impune.
Mas você sairá dessa forte e vivo como nunca, pois ainda temos muita história para viver juntos e muitas noites para dormir juntos.
Você é mais forte que eu, que sofro com sua ausência.
Não há substituto capaz de dar voz ao seu silêncio!
Você é único!


Este texto foi escrito no dia 05/08/09, no dia em que meu gato Pitchú foi internado, vítima de envenenamento, e já não tinha muitas chances de sobreviver. Hoje, dia 06/08/09, ele volta para casa, como se tivesse nascido de novo, e está aqui comigo.

Não há provas, mas pode ter sido proposital. É incrível como ainda existem pessoas cruéis e maldosas, a ponto de querer tirar a vida de um animal, frágil e indefeso, por pura implicância. Temos que unir forças e lutar contra o abuso e maus tratos de animais. Se você presenciar alguém fazendo mal a um animal, denuncie!
Quem maltrata animais, bom sujeito não é.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Refúgio.


Escrever compulsivamente não me fará mais feliz.
Mas me deixará mais confortável comigo mesma.

A dor vai embora, as más lembranças também.

Deixo tudo aqui, para lembrar apenas leio.
Apago de mim toda a angústia que me sufoca.

Todos os sintomas de uma vida mal resolvida.

Em constantes mudanças.

O medo do escuro, o remorso.

Jogo tudo na lixeira.

Que ao mesmo tempo, é meu refúgio.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Love Kills.


O amor mata,
e depois morre.
Ou morre,
e depois mata?